Faith · Meditações da fé

A fé e a bicicleta

Acho que a maioria das pessoas já andou de bicicleta. Eu acho muito bom – embora não faça isso há um tempo e tenha medo de andar nas de 18 marchas porque são muito grandes pra mim haha.

E pensando em como eu comecei a aprender a andar naquele objeto de 4 rodas (eu tinha 3 anos e ela tinha aquelas rodinhas de apoio), reparei que no início eu conseguia ir sozinha, demorava pra sair do lugar, porque tinha que fazer uma força muito grande (considerem minha idade na época e o fato de eu sempre ter sido pequena).

Com o tempo, fui ganhando confiança, já andava melhor, ia mais rápido. Mas a bicicleta ficou pequena e logo me deram outra – não tão logo assim, porque né. Com a nova bike as aventuras me aguardavam. Mesmo assim, precisei de rodinhas de apoio por um tempo.

Quando decidi que não as queria mais, meu pai as tirou e eu precisei de sua ajuda para começar a andar. Nem parecia que eu já andava de bicicleta, eu ficava sem equilíbrio, não conseguia controlar a direção. Não lembro de tombos nesse tempo, mas não foi fácil andar sem as rodinhas 😦

Algumas vezes meu pai me empurrava, outras vezes eu ia me segurando, até que aos poucos foi me soltando e ganhei confiança para andar sozinha. Ganhei tanta segurança que andava mais rápido, apostava corridas – até o dia que cai, abri os joelhos, cotovelo, luxei o dedo. Daí me controlei um pouco.

Agora você deve estar se perguntando o porque de eu ter falado tanto sobre esse assunto, né?

Enquanto eu lembrava da minha caminhada, opa, pedalada com a bicicleta, fui reparando que é o mesmo com a fé. Quero dizer, no começo tudo é tão novo, parece difícil, precisamos de apoio (obreiros, pastores, orações, atendimentos e afins). Parece que não vamos sair do lugar e que as lutas são grandes demais para nós.

À medida que vamos exercitando nossa fé, ganhamos confiança e após um tempo – geralmente depois do encontro com Deus -, começamos a andar “sozinhos”, quero dizer, nós e Deus. Vêm as lutas e problemas, campanhas e correntes e nos sentimos mais seguros para usar nossa fé. Nem sempre é fácil, algumas vezes aparecem uns tombos, uns locais mais difíceis de andar, mas sempre superamos.

Tem até aqueles mais ousados, com uma fé mais arrojada, como se fosse o pessoal que pratica BMX e esportes do gênero. Claro, a fé é individual, não tem “fé melhor” ou “fé pior”, cada um deve ter a sua fé beeem definida e estar seguro para usá-la, porque esse é o importante.

Crescer na fé depende de cada um, depende da confiança em Deus, da entrega e do cuidado para que nada possa tocar nessa fé, que deve ser usada para a Salvação, acima de tudo.

P.S. A foto é esta pessoa que vos escreve com sua primeira bicicleta.

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